segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Capítulo 3

Capítulo 3: A notícia

As coisas na escola iam melhores do que em casa, depois de alguns meses naquele novo colégio, já estava bem acostumada (rodeada de verdadeiros amigos, quem não estaria?), até apaixonada eu já estava, mas por um garoto que não citarei meus caros leitores pois ele pode estar lendo também ò.Ó ah, esqueci que sou um personagem fictício, mesmo assim... Mas naquele dia...naquele dia uma notícia me abalou um pouco...

O dia havia começado belo, um sol radiante, uma tarde boa para ir pro colégio. Como era de costume, fomos nós três brincar pelo pátio, mas algo em Michael me incomodava, ele não estava muito animado naquele dia, parecia querer me contar algo, mas fiquei calada. No retorno à sala de aula, ele decidiu me chamar no meio da aula e cochichou...
- Você é a primeira pessoa pra quem vou dizer isso. Meus pais vão me tirar da turma. Vou para a turma da manhã. Turma Olímpica, dizem que o ensino lá é bem superior ao nosso, é uma turma especial só para nerds, por que não vem comigo? Fala com sua mãe.
- Duvido que ela deixe, ela morre de medo de me mandar sozinha pro colégio de manhã. E a Manu...?
- Ela vai ficar muito bem aqui.
- Não, não. Talvez o nível seja elevado demais para mim. Quando você vai?
- No início do 2ª semestre.
Que fique bem explicado que Michael nunca foi muito com a cara da Manu, acho que ele só andava com ela por ser minhar melhor amiga. Ele tava sempre tentando excluí-la de tudo, até por que na época Manu era bem problemática. Mas naquele momento a única coisa em que eu pensava era “nunca mais nos veremos”. Só de pensar nisso, meus olhos se enchiam de lágrimas, nossa amizade era muito importante para mim.Pensei em pedir à minha mãe, mas ela nunca permitiria, até por que a burocracia de transferência é demais para ela, “deixei quieto”.

As semanas foram passando e ninguém suspeitava da saída de Michael. Eu tentava aproveitar ao máximo meus últimos dias com ele. Ele até já foi na minha casa! Meus pais eram bem conservadores, então eu levar um amigO em casa era inadimissível, mas para minha surpresa...eles adoraram o Michael ¬¬ Disseram que ele era um “ótimo partido”. AAAAH! ATÉ MEUS PAIS?! >.<”

Enfim chegou a semana das provas semestrais, eu estava bem calma, tinha certeza de tirar ótimas notas, mas Manu como sempre, tinha seu espírito competitivo de ser melhor que eu e Michael queria se vingar por que eu tirei um dez na prova de matemática e ele um 9,8 (risos).
Em época de prova saíamos em média, 14:30, mas ficávamos por lá até umas cinco da tarde matando as saudades do mês de férias que viam aí. Até porque.. depois da sexta-feira daquela semana, nunca mais veria meu melhor amigo...

Na turma do colégio eu tinha duas amigas que para mim também eram especiais: Isabella e Talita, as duas eram grudadas e sempre me ajudavam quando eu precisava, e foi à elas que eu pedi um favor na sexta-feira...

- Por que você mesma num faz isso, Bella?
- Eu não tenho coragem! Por favor meninas >.<
Isabella segurou naquele momento e me olhou como uma mãe olha para um filho e disse:
- Bella, você é a garota mais sincera e corajosa que e conheço, você pode e deve fazer isso sozinha.Agora vamos para a sala, temos duas provas para fazer e depois disso é férias!
- Obrigada Isa ^^
Ela retribuiu o sorriso e foi para o seu local da sala. Eu estava nervosa, com a prova e com o que iria acontecer depois, afinal eu não sou do tipo de pessoa que demonstra afeto por ninguém, até porque eu tinha medo de que Michael entendesse mal aquele carta e achasse que eu o amava ¬¬’

- Vou distribuir as provas, quero as bolsas atrás da carteira e apenas canetas em cima. Se eu ver alguém olhando para o lado, terá que fazer segunda chamada, pois tirarei de sala com um zero na prova. – falava o professor enquanto entregava as provas. Ele parou um instante na frente da sala, verificou se todos estavam com provas, os alunos olhavam atentamente para ele, eu iria desmaiar com tanta pressão que sentia naquela sala. – Muito bem...Comecem!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Capítulo 2: Gritos da Alma?
Depois (ou antes disso, não lembro) tive sonhos em que eu estava entre duas pirâmides no Egito, no sonho eu devia ter 5 anos, usava roupas da família real e estava acompanhada de minha “mãe” rodeada de escravos os quais eu olhava com pena. O Michael começou à brincar me chamando de Nefertitti, acabou virando algo sério. Coisas estranhas aconteciam, fantasmas apareciam, certa vez o Michael tentou me matar e a manu me salvou (é por isso que Anktanon à odiava). Certa vez, nós dois estávamos indo para uma lan house próxima ao colégio, acabamos nos perdendo e fomos parar numa rua meio estranha para o centro da cidade. Ela tinha apenas árvore, nenhuma pessoas, o chão era estrada de pedras e lá ao fim havia uma “casa” parecida com aquelas inglesas, fomos verificar pra pedir ajuda e havia uma placa estendida no chão “Museu de história”. “Um museu? Aqui? Eu nem sabia que tínhamos museu nessa cidade!” disse Michael naquele momento, senti um arrepio e fomos embora quase correndo dali. Ainda perdidos damos mais voltas no centro e voltamos para o mesmo local, mas dessa vez não havia museu nenhum, apenas mato. Fomos embora definitivamente dali, até hoje nunca entendi a do museu, já tentei refazer o caminho várias vezes sozinha, nunca cheguei nem a encontrar a rua.
Em casa as coisas também não eram muito boas. Meus pais viviam brigando, eu praticamente fui a mãe do meu irmão que na época tinha quatro anos. Minha irmã mais velha (éramos três) era irresponsável, desinteressada, e só queria sabia de estar no computador, ela emagreceu, era sempre estressada...Então tive que tomar a responsabilidade para mim. Quando meus pais brigavam à noite, ninguém fazia nada, meu irmão chorava muito e minha irmã fingia dormir no quarto ao lado, e eu tinha que ir lá apartar a briga -.- Nós nunca fomos uma família unida, na verdade, mal nos falamos durante o dia, eu era a única a dar boa noite na casa e dizer bom dia e mesmo assim não era sempre, não fui acostumada a ser carinhosa com as pessoas... religião também nunca foi muito minha “praia”, muito pelo contrário, eu tendo para o lado da ciência, não que eu não creia em Deus, mas acho bobagem essas coisas de igreja(desde já peço desculpas aos leitores religiosos, não quero faltar com o respeito e nem sou endemoniada xDD Só estou espressando minha opinião como qualquer pessoa pode fazer, se feri os sentimentos de alguém, desculpe não foi de propósito, as vezes sou impulsiva com as palavras, tentarei ser o menos rude possível =/), pra mim, nós seríamos melhores sem as regras impostas por elas. (Ontem mesmo quase briguei com meu amigo só por ter feito o comentário sobre a teoria da santa ceia de Da Vinci, que diz que Madalena talvez teria tido um filho de Jesus, ele disse que Jesus era divino, que estava acima do bem e do mal e que um filho dele seria um pecado de sua parte, mas eu penso que mesmo sendo filho de Deus, ele não deixava de ser humano...penso muita coisa a respeito disso, mas acho melhor não discutir aqui ^^”).
Já contei da minha avó paterna? Ela teve um problema espiritual à alguns anos atrás, muitos anos atrás, eu era bem nova, talvez... cinco ou seis anos de idade. Explicarei melhor isso, que tal voltarmos um pouco no tempo?
-----------x--------------------x----------- Flash Back ---------------x----------------------x--------------x----------
Começou com uma simples depressão, ela começou a ficar desanimada, não comia, falava baixinho. Ela tinha seis filhos (um deles era meu pai e uma delas trabalhava com meu pai, ainda trabalha aliás.) e morava com cinco deles, meu pai formou uma família, os outros ficaram debaixo da asa dela sem arranjar emprego, eram uma família pobre. Ela começou a ter crises e gritava muito, rezas não adiantavam então os filhos dela à mandaram para nossa casa. Minha mãe se responsabilizou de cuidar dela. Todo dia no pôr-do-sol começavam os gritos, sua voz ficava alterada. Minha mãe sempre nos mandava ir brincar na rua (eu e minha irmã) e começava a rezar..
- Luma, você sabe o que a vovó tem?
- Não sei Bella.
- E quando ela vai embora? Eu tenho tanto medo dela, nem consigo olhar pra cara dela quando ela está normal...
Naquele momento minha irmã me olhou com ternura e me abraçou confortavelmente, acho que aquela foi a única vez que fez aquilo...
- Vai ficar tudo bem Bella, não precisa ter medo, a mamãe vai nos proteger. Eu vou ver se consigo chamar ela aqui pela janela da frente.
Ela se dirigiu até a janela e ao ver minha avó gritando ela ficou apavorada. Não eram simples gritos, minha irmã ouvia aqueles gritos apavorantes vindo dela...mas sua boca estava fechada, quando ela percebeu virou a cara de uma vez e começou a encarar minha irmã, essa por sinal quase desmaiou se minha tia não tivesse aparecido. Minha irmã ficou dias sem dormir depois daquilo e só voltou a ficar em paz quando minha avó voltou para sua casa de origem. Até hoje me pergunto se aquilo eram gritos da alma dela...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Bem como prometido aí está, os primeiros capítulos são mais introduções, apresentações de personagem, até por que eu considero o 1ª ano da pate da vida dela "monótomo" o último é bem mais...movimentado. Então, boa leitura!

Capítulo 1: B-E-M
Ano: 2004

Apesar da pouca idade, minha vida já se encheu de muitos problemas, e eles começam na minha entrada como novata no 5ª ano do ensino fundamental. Por ser muito pequenina, minha mãe não queria me por naquele colégio, pois era no centro da cidade, distante de minha casa para ir sozinha de ônibus, mesmo assim, eu tinha que ter uma boa formação escolar. Foi lá que conheci meus dois melhores amigos na 5ª série da escola: Manu e Michael. Juntos formamos um grupo o qual juntando as 3 iniciais de nossos nomes, formava a palavra “BEM” (manu na verdade era Emanuela). Três inocentes crianças assombradas por um medo de escuro e alimentadas por suas imaginações férteis não podia dar em outra coisa. Eu fazia aulas de teatro de noite, após o turno da escola e manu morava em frente ao colégio, na mesma rua do teatro. Digamos que a sede onde fazia o teatro era um tanto...”assombrada”.Lembro-me perfeitamente de uma janela que estava sempre aberta no 2ª andar, até que à víamos fechada, ela abria novamente (por ser à noite não haviam funcionários lá para fazer isso.)
Eu sempre tive um medo natural por imagens da Virgem Maria, não sei por qual motivo (minha mãe diz que sou endemoníada u.u) e na porta de um dos banheiros dessa sede, havia uma imagem dela -.- Minhas amigas costumavam dizer que quando eu ficava com o olhar no vácuo, pensando na vida, lembrava a virgem, e certa vez vi meu reflexo manchado na porta do banheiro do colégio fazendo exatamente a forma da virgem.
Foi aí que começou à acontecer coisas estranhas com todos nós. Eu meio que “sentia” presenças de fantasmas próximos à nós. Cheguei a ver um sentado no braço da cadeira de um garoto na sala de aula. E lembro-me também de um menininho de...8 anos, loirinho e olhos verdes, muito fofo, ele usava um casaco de neve vermelho e uma calça de tecido verde, e o gorro na cabeça, estava sempre com frio ( moro num local que a média é de 29°C.). Esse menininho era um fantasma, estava sempre no fundo da sala, acabei o apelidando de Yama.
Manu era...alegre, divertida, elétrica, adorava esportes. Acabou sendo levada por nós nessa história.
Michael... Ele era um louco ^^ Tinha fama de gay por só andar com meninas e mexer muito as mãos enquanto falava. Vivíamos de implicância e por isso começaram a dizer que éramos namorados, até porque, era muito comum nos ver juntos no centro da cidade andando, conversando e tentando decifrar mistérios, as más línguas pensam outra coisa...Ele era ligado a essas coisas de bruxas, wyckas, teorias de conspiração, espiritismo mas....gostava de forró ¬¬’’ Apesar de implicarmos muito, na hora da conversa sério eu via a grande pessoa que ele era e até eu acho que hoje ele foi o melhor e mais fiel amigo que eu já tive.
Eu era uma pessoa bem extrovertida naquela época, novata no colégio, fiz amizade com toda a turma, menos as patricinhas, sou do contra xD se bem que uma delas era legal , até fazia teatro comigo. Digamos que eu era a nerd popular. No intervalo a Manu levava uma bola e nós três começávamos a jogar, chegava um aqui, outro ali, no fim (sem exagero) a sala toda tava jogando vôlei, era muito “massa”. Tinha também os amigos do teatro, um em especial que...era bem engraçado, ele era grande e gordo, cheguei a achar que ele era mudo, ninguém falava com ele por dizerem que era estranho, eu o olhava ali e o achava tão solitário, comecei a conversar com ele. Só eu falava, das minhas aventuras, comentários das notícias do mundo, brincava de ser repórter, ele se divertia muito com minhas histórias, gosto muito de ver um sorriso sincero, e adoro causar isso nas pessoas, gosto de fazê-las feliz, assim me sinto feliz, talvez por isso tenha feito teatro, como os tempos mudam...maaaas isso é coisa mais lá pra frente, onde paramos? Ah, sim, meu amigão (literalmente). Infelizmente ele teve de ir embora algumas semanas antes pra Brasília eu acho...antes da apresentação final no fim do ano (final...fim...dã -.-).
Mais ou menos em...março~abril daquele ano, o BEM se reuniu na casa da manu a tarde e entediados, decidimos brincar do jogo da caneta, fizemos a 1ª pergunta:” Tem alguém aí?” A caneta caiu no “sim”, perguntamos quem era, ele respondeu “ANKTANON”, um nome que ainda me assombra...ele não gostava nem um pouco da manu, mais na frente saberão porque, mas ele foi com a minha cara. De repente o comportamento do Michael mudou, Anktanon estava dentro dele, pedi para ele ir embora e ele disse que não podia desautorizar-me e foi-se...por enquanto.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Prólogo

O blog é dedicado à minha obra Memórias perdidas, que gostaria de compartilhar com vocês, comecei o projeto à pouco tempo e em breve (de verdade xD) estarei postando para vocês lerem.

Essa história será contada por sua personagem principal Bella. Ela narra a história de sua vida a partir do ano de 2004 até o ano de 2008, contando os problemas que teve de enfrentar, o grande peso de responsabilidade que ela já sentia desde os 10 anos (a narradora já tem 14), as amizades que teve, lições que aprendeu, erros que cometeu. Com o passar dos anos nós acabamos nos surpreendendo com a pessoa que Bella se tornou, de uma mocinha alegre e extrovertida, para uma pessoa tímida e anti-social e ela explica o porque de tanta mudança. Mesmo com tanto tempo passado, Bella ainda lembra de seus antigos amigos com carinho e ternura e com os novos ela admite não se sentir confortável por não se achar a verdadeira pessoa que é quando está perto deles.

A princípio o diálogo será escasso, mas a história vai se desevolvendo e muita coisa pode mudar, espero que gostem e não deixem de acompanhar ^^

Gostaria de lembrar que as opiniões e argumentos de Bella não são os meus, só porque sou eu que escrevo, não quer dizer que penso como a personagem, então por favor não confundam as coisas xD Esqueçam que eu existo enquanto vocês lêem.