domingo, 11 de janeiro de 2009

Capítulo 2: Gritos da Alma?
Depois (ou antes disso, não lembro) tive sonhos em que eu estava entre duas pirâmides no Egito, no sonho eu devia ter 5 anos, usava roupas da família real e estava acompanhada de minha “mãe” rodeada de escravos os quais eu olhava com pena. O Michael começou à brincar me chamando de Nefertitti, acabou virando algo sério. Coisas estranhas aconteciam, fantasmas apareciam, certa vez o Michael tentou me matar e a manu me salvou (é por isso que Anktanon à odiava). Certa vez, nós dois estávamos indo para uma lan house próxima ao colégio, acabamos nos perdendo e fomos parar numa rua meio estranha para o centro da cidade. Ela tinha apenas árvore, nenhuma pessoas, o chão era estrada de pedras e lá ao fim havia uma “casa” parecida com aquelas inglesas, fomos verificar pra pedir ajuda e havia uma placa estendida no chão “Museu de história”. “Um museu? Aqui? Eu nem sabia que tínhamos museu nessa cidade!” disse Michael naquele momento, senti um arrepio e fomos embora quase correndo dali. Ainda perdidos damos mais voltas no centro e voltamos para o mesmo local, mas dessa vez não havia museu nenhum, apenas mato. Fomos embora definitivamente dali, até hoje nunca entendi a do museu, já tentei refazer o caminho várias vezes sozinha, nunca cheguei nem a encontrar a rua.
Em casa as coisas também não eram muito boas. Meus pais viviam brigando, eu praticamente fui a mãe do meu irmão que na época tinha quatro anos. Minha irmã mais velha (éramos três) era irresponsável, desinteressada, e só queria sabia de estar no computador, ela emagreceu, era sempre estressada...Então tive que tomar a responsabilidade para mim. Quando meus pais brigavam à noite, ninguém fazia nada, meu irmão chorava muito e minha irmã fingia dormir no quarto ao lado, e eu tinha que ir lá apartar a briga -.- Nós nunca fomos uma família unida, na verdade, mal nos falamos durante o dia, eu era a única a dar boa noite na casa e dizer bom dia e mesmo assim não era sempre, não fui acostumada a ser carinhosa com as pessoas... religião também nunca foi muito minha “praia”, muito pelo contrário, eu tendo para o lado da ciência, não que eu não creia em Deus, mas acho bobagem essas coisas de igreja(desde já peço desculpas aos leitores religiosos, não quero faltar com o respeito e nem sou endemoniada xDD Só estou espressando minha opinião como qualquer pessoa pode fazer, se feri os sentimentos de alguém, desculpe não foi de propósito, as vezes sou impulsiva com as palavras, tentarei ser o menos rude possível =/), pra mim, nós seríamos melhores sem as regras impostas por elas. (Ontem mesmo quase briguei com meu amigo só por ter feito o comentário sobre a teoria da santa ceia de Da Vinci, que diz que Madalena talvez teria tido um filho de Jesus, ele disse que Jesus era divino, que estava acima do bem e do mal e que um filho dele seria um pecado de sua parte, mas eu penso que mesmo sendo filho de Deus, ele não deixava de ser humano...penso muita coisa a respeito disso, mas acho melhor não discutir aqui ^^”).
Já contei da minha avó paterna? Ela teve um problema espiritual à alguns anos atrás, muitos anos atrás, eu era bem nova, talvez... cinco ou seis anos de idade. Explicarei melhor isso, que tal voltarmos um pouco no tempo?
-----------x--------------------x----------- Flash Back ---------------x----------------------x--------------x----------
Começou com uma simples depressão, ela começou a ficar desanimada, não comia, falava baixinho. Ela tinha seis filhos (um deles era meu pai e uma delas trabalhava com meu pai, ainda trabalha aliás.) e morava com cinco deles, meu pai formou uma família, os outros ficaram debaixo da asa dela sem arranjar emprego, eram uma família pobre. Ela começou a ter crises e gritava muito, rezas não adiantavam então os filhos dela à mandaram para nossa casa. Minha mãe se responsabilizou de cuidar dela. Todo dia no pôr-do-sol começavam os gritos, sua voz ficava alterada. Minha mãe sempre nos mandava ir brincar na rua (eu e minha irmã) e começava a rezar..
- Luma, você sabe o que a vovó tem?
- Não sei Bella.
- E quando ela vai embora? Eu tenho tanto medo dela, nem consigo olhar pra cara dela quando ela está normal...
Naquele momento minha irmã me olhou com ternura e me abraçou confortavelmente, acho que aquela foi a única vez que fez aquilo...
- Vai ficar tudo bem Bella, não precisa ter medo, a mamãe vai nos proteger. Eu vou ver se consigo chamar ela aqui pela janela da frente.
Ela se dirigiu até a janela e ao ver minha avó gritando ela ficou apavorada. Não eram simples gritos, minha irmã ouvia aqueles gritos apavorantes vindo dela...mas sua boca estava fechada, quando ela percebeu virou a cara de uma vez e começou a encarar minha irmã, essa por sinal quase desmaiou se minha tia não tivesse aparecido. Minha irmã ficou dias sem dormir depois daquilo e só voltou a ficar em paz quando minha avó voltou para sua casa de origem. Até hoje me pergunto se aquilo eram gritos da alma dela...

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